| |
A Barbárie Israelita

Crianças palestinianas disputando comida em Deir el-Baloh. Foto de Ashraf Amra, 2024
Depois do barbaro ataque de um bando palestiano (7 de Fevereiro de 2023), o estado de Israel lançou sobre Gaza uma operação de destruição da sua população. A dimensão da matança tem sido tal, que nos obriga encará-la como um genocídio, idêntico aos que os judeus sofreram na IIª. Guerra Mundial. O espírito que animou políticos e militares, com o apoio maioritário da população, é o mesmo. Israel, assumiu-se como um estado terrorista, que perdeu toda a legitimidade para falar ou evocar os mortos e as perseguições dos judeus no passado.
Barbárie em
nome de Deus
Sempre se matou das formas
mais bárbaras em nome de Deus ou de Deuses. As brutais guerras entre cristãos e
muçulmanos exterminaram populações inteiras durante séculos.
Os cristãos, a partir do
século XVII, acabaram por aceitar que as questões religiosas são do foro
privado, e só a cada um dizem respeito. Um assunto que nenhum Estado deve de
interferir.
Os muçulmanos dificilmente
podem aceitar esta separação entre Religião e o Estado. Está na matriz do Islão
a união entre a Política e a Religião. O seguidor do Islão entende que a
única organização politica admissível no mundo é um Estado Teocrático, como foi posto em
prática por Maomé no século VII ( o Califado).
Nesse sentido, não nos deve
espantar a indiferença, simpatia e cumplicidade como a esmagadora maioria dos
muçulmanos de todo o mundo aceitam, sem o mínimo de protesto ou indignação
pública, a interpretação sanguinária que o "Estado Islâmico" (ISIS, EIIL) faz das palavras do
"profeta Maomé".
Matanças indiscriminadas e
exibições públicas de corpos decepados são encarados como rituais,
praticados por "bons muçulmanos", que têm a coragem de levar à prática os ensinamentos do profeta Maomé.
Esta é a
razão do silêncio a que se remeteram os muçulmanos de todo o mundo perante a
barbárie que está a ser praticada na Síria e Iraque pelo "Estado
Islâmico".
| |
| |

A
mensagem é clara: os que não se converterem ao islão serão delogados. Agosto 2014.

Com a mesma
indiferença pela vida humana como os nazis exterminavam pessoas nos campos de
concentração, os muçulmanos nos nossos dias dedicam-se a cortar cabeças em nome
da sua religião.
Nenhum ser
humano pode ficar indiferente perante estas imagens. Ignorá-las, como muitos
advogam, só nos pode conduzir à cumplicidade com a barbárie que está a ser
praticada.
Estas práticas
bárbaras radicam nos ensinamentos do próprio Maomé, que não só as praticou, mas
as ordenou. No ano 627, mandou degolar num só dia 800 pessoas da tribo judaica
de Banu Quraiza.
Várias
passagens do Corão prescrevem esta morte dos "infiéis":
"E
quando vos enfrentardes com os incrédulos, golpeai-lhes os pescoços, até que os
tenhais dominado, e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros. Libertai-os,
então, por generosidade ou mediante resgate, quando a guerra tiver terminado.
Tal é a ordem. ", Corão, surata, 47,
versiculo 4.
"(E de quando
o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo
infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os
dedos!)", Corão, surata 8, versiculo12
“O castigo,
para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a
corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a
mão e o pé opostos [mão direita e pé esquerdo], ou banidos. Tal será, para eles,
um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo. “, Corão,
surata 5, versículo 33
Em países
muçulmanos como a Arábia Saudita, a execução por decapitação nas suas praças
públicas continua ser corrente, praticada às as sextas-feiras após as
orações nas mesquitas.
| |