Carlos Fontes

ENTRADA

  
 

Anarquismo em Portugal

Notas

1850-1870: Mutualismo e Federalismo. Proudhon

(1) Saraiva, António José, Para a História da Cultura em Portugal, p.224

(2) Serrão, Joel - O Século XIX em Portugal, Comunicações ao Colóquio organizado pelo GIS, Nov. 1979. Editorial Presença.

(3) Barradas de Carvalho, Joaquim, As Ideias Políticas e Sociais de Alexandre Herculano. Seara Nova, 1971, p.125-130.

A bibliografia sobre Pedro Amorim Viana e Proudhon foi marcada desde os anos 60 por uma abordagem marxista de Victor Sá em obras como: Amorim Viana. Ensaio Bibliográfico. Figueira da Foz, 1960; Amorim Viana e Proudhon. Lisboa, Seara Nova, 1960; Perspectivas do Século XX (1964); A Crise do Liberalismo e as Primeiras Manifestações das Ideias Socialistas em Portugal (1820-1852) (1969); Sociologia em Amorim Viana, 1982

Para uma bordagem mais ampla e fundamentada: Fernandes, António Teixeira, O Socialismo Prouddhoniano na Escola Portuense. 2001

(4) revista o Instituto, Coimbra, vol. 7-21, 1853

5) Sá, Victor, A Crise do Liberalismo e as Primeira..., 323-327

6) Nas célebres conferências do Casino (1871) Eça de Queirós profere uma conferência sobre "O realismo como Expressão de Arte", retomando ideias desenvolvidas por Proudhon e que aparecem sistematizadas numa obra póstuma - O Princípio da Arte e seu Destino Social (1875). Sobre a relação Eça com Proudhon: Medina, João, Eça Político, Seara Nova. Lisboa, 1974; etc

(7) Principais obras de P.-J. Proudhon: O que é a Propriedade (1840), Sistema de Contradições Económicas ou Filosofia da Miséria (1846), Da Justiça na Revolução e na Igreja (1858), Manual do Especulador da Bolsa (1853); A Guerra e a Paz (1861), O Princípio Federativo (1863), Da capacidade Politica da Classe Operária (1865), Teoria da Propriedade (1866), Do Princípio da Arte e seu Destino Social (1875), A Pornocracia, ou as mulheres nos Tempos Modernos (1875), Amor e Matrimónio (1876), Cesarismo e Cristianismo (1883), Jesus e as Origens do Cristianismo (1896), etc

8) Publicadas por Petrus (Pedro Veiga), Proudhon e a Cultura Portuguesa, I, Porto, 1966.

9) Pi y Margall na mesma altura, em Espanha assume-se como republicano, federalista e proudhoniano e circunscreve o federalismo à união dos estados ibéricos. Cfr. Rosa, Alberto Machado da, "O Socialismo em Portugal Há um Século", Seara Nova, Ano XLVIII, nº1501, novembro de 1970

10) Neto, Vitor, Iberismo e municipalismo em J. F. Henriques Nogueira, in Revista de História das Ideias 10. Coimbra, 1988

11) Monteiro, José Luis Cavaco, Federalismo, Regionalismo e Municipalismo em Portugal (1920-1922). Tese. UL. 2009.

12) Calheiros, Maria Clara, Filosofia Proudhoniano do Direito, in Prdoudhon no Bicentenário do seu Nascimento. Universiade do Minho. 2009.

13) Fonseca, Carlos da, Integração e Ruptura Operária. Capitalismo, Associacionismo, Socialismo. 1836-1875. Lisboa. 1975, pp.68-71

14) Bernardes, Joana Duarte, "Quando ainda se acreditava que as ideias faziam revoluções - Manuel Emídio Garcia e Eça de Queirós", in Revista de História das Ideias, vol. 29 (2008).

15) Fonseca, Carlos da, A Origem ..., p.35

16) José Fontana (suiço, 1840-1876), encadernador e caixeiro. Antes de emigrar para Portugal, onde se assume como Proudhoniano, foi membro do Conselho Geral da AIT na qualidade de secretário correspondente para Itália (1864 e 1865). Em 1871 está ligado à constituição da secção da AIT e da Aliança em Portugal. Em 1872 está na fundação da Fraternidade Operária da qual foi secretário-geral. Foi um ativo promotor do cooperativismo em Portugal tendo publicado: O Quarto Estado, Lisboa, 1872; As Cooperativas, Lisboa, 1873.

17) Lázaro, João, O Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas. Integração e rutura na sociedade liberal portuguesa (1852-1871), in Revista Portuguesa de História, t. L (2019), p.67-85.

18) António Pedro Lopes de Mendonça (1826-1865), escritor e publicista, muito viajado pela Europa. Durante algum tempo foi oficial da marinha até decidir pela literatura. Participou no combate aos governos corruptos de Costa Cabral. Renovou a crítica literária em Portugal. Foi professor de literatura de literatura moderna no Curso Superior de Letras. A partir de 1860 agravou-se a sua doença mental que o levará à loucura. Proudhon para os seus críticos era o seu idolo.

19) Francisco Maria de Sousa Brandão (1818-1892). Está por fazer um estudo completo do seu pensamento proudhoniano. Desde muito cedo distinguiu-se no combate pela Liberdade. Em 1834 com apenas 15 anos alistou-se nas tropas liberais que no norte combatiam as absolutistas. Finda a guerra civil inicia a formação académica destinada a uma carreira militar. Em 1842 está de novo na linha da frente no combate pela liberdade, agora ao lado de José Estevão e do jornal Revolução de Setembro. Em 1844 é demito do exercíto por participar na insurreição de Torres Novas. Ruma para Paris, onde se forma em engenharia civil. Participa na revolução de Fevereiro de 1848 e adere ao ideário de Proudhon. Regressa a Portugal em 1849 trabalhando no planeamento e construção dos caminhos de ferro. Como revolucionário procura promover a organização e emancipação dos trabalhadores. Participa na fundação do jornal Eco dos Operários (1850), no Centro Promotor de Melhoramentos (1851), Associação dos Tipografos Lisbonenses e outras associações. Em 1857 publica o primeiro volume de "Economia Social", uma obra inovadora no país.

Em 1865, ano do falecimento de Proudhon, foi eleito deputado pelo circulo de Vila da Feira, distinguindo-se no parlamento pela defesa dos operários. Participa na constituição do Partido Republicano Português (1876). No final da vida atinge o posto militar de general em engenharia.

J. M. Gonçalves Viana, em 1894, faz assentar em Sousa Brandão as bases do anarquismo em Portugal (cf. A Evolução do Anarquismo em Portugal, Prefácio e notas de Carlos da Fonseca, Lisboa, Seara Nova, 1975).

20) Com o título "Acerca do Socialismo" Sousa Brandão (J.P.), nas edições de 15, 16, 20 e 21 de Novembro de 1849, discorre sobre o socialismo, com especial enfoque para Louis Blanc, sem esquecer Proudhon. Nesta altura, Revolução de Setembro cita repetidas vezes Voix du Peuple o jornal que nesta altura era dirigido por Proudhon.

21) Carvalho, João Lázaro Cavaleiro Diz de, O Despontar do Movimento Operário na Esfera Pública (1850-1860), ISCTE.IUL. 2013. Consultar páginas 88 a 91.

22) Câmara dos Pares do Reino, 9/04/1855, p.425

23) Sobre Antero e Proudhon: Sérgio, António, "Sobre o Carácter do Socialismo em Antero," in Ensaios, t.VII, Lisboa, 1954, etc.

 

1871- 1885: Impulso Internacional. Bakunine

(1) Lorenzo, Anselmo, El proletariado militante: memorias de un internacional ...; MORA, Francisco. Historia del socialismo obrero español. Desde sus primeras manifestaciones hasta nuestros días. Madrid, 1902.

(3) A ideia de apoio-mútuo acabará por corporizar-se no movimento cooperativo. Campos Lima em "A Revolução em Portugal" incorpora o cooperativismo na estratégia anarquista. António Sérgio a partir dos anos quarenta fará da ideia uma forma de agregar a população de forma solidária à margem do Estado.

(4) Fonseca, Carlos, A Origem da Primeira Internacional em Lisboa ...

(5)Fonseca, Carlos, Integração e Ruptura Operária, p.170

(6) Os elementos que participaram nas primeiras reuniões foram Antero Quental, José Fontana, Batalha Reis (estudante), Eduardo Maia (estudante), José Tedeschi (professor primario) e Francisco Gonçalves Viana (tipógrafo).

(8) Fonseca, Carlos da, A Origem da 1ª. Internacional em Lisboa, p.45-46

9) A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) foi fundada em 1864 na cidade de Londres. Na sua génese estão organizações como a Fraternal Democrats (1848-1858), Numa ação de protesto contra a visita de Napoleão III a Inglaterra fundou-se um Comité Internacional do qual surgiu a AIT, tendo como um dos seus principais apoiantes Proudhon.

(10) Manuel Silva Mendes (1867-1931), por exemplo é preso em Abril de 1894 quando distribuia manifestos em Braga.

11) Entre os historiadores marxistas que se debruçaram sobre o assunto, destacam-se Victor de Sá e Alfredo Margarido. O primeiro estudou a difusão das ideias de Proudhon para rastrear a emergência de ideias marxistas entre os seus opositores. O segundo listou as razões pelas quais Proudhon se constituiu num obstáculo as ideias de Marx, mas também algumas particularidades "psicológicas" do povo português: os portugueses eram muito sensíveis ao apelo à energia individual, recusam os discursos "fechados" (obscuros de Marx) assim como a centralização da ação. A razão principal é todavia outra: moral !.

"Pode de facto dizer-se que a prática socialista portuguesa considerava acima de tudo os valores morais, condenando a propriedade em nome da justiça, como fazia Proudhon. Daí a sua denúncia da propriedade como fonte de rendimento sem trabalho, quer se tratasse de aluguer, da renda, do lucro ou do juro. Aceitava-se e sublinhava-se assim o facto de a propriedade ser um roubo, quando a a estrutura social se recusava a considerar a noção de produção social colectiva.

"Como Proudhon, a grande maioria, ou até a totalidade dos socialistas portugueses pretendia quase exclusivamente eliminar o "lado mau" do capitalismo, mas não destruí-lo.", Alfredo Margarido, A Introdução do Marxismo em Portugal (1850-1930), Lisboa, 1975, p.34

12) Oliveira, César de, O Socialismo em Portugal. 1850-1900, Lisboa, 1973, p.159

13)Viana registou que entrara na ATRP no Porto, em 1875, onde encontrou os irmãos Alecrim e Teixeira, um dos irmãos Verdial, os primos Martins entre outros operários. Viana, J.M. Gonçalves, Aspirações Populares - Subsídios. O Tripeiro. III Série. Vol. V e VI, Porto. 1926-1927. p.292

14) Ermelindo António Martins...

15) Guimarães e Castro, Maria João de Abreu Mena, O Operário (1878-1882) e o Movimento Socialista no Porto. Faculdade de Letras. U. Porto. 1999

 

1886-1910: Movimento Anarquista. Kropotkin

(1)Bibliografia essencial sobre esta lei: Chorão, Luís Bigotte, Para uma História da Repressão do Anarquismo em Portugal no Século XIX, seguido de "A Questão Anarchista" de Bernardo Lucas, Lisboa, Letra Livre, 2015; Zenha, Francisco Salgado - Apontamentos sobre a repressão do anarquismo na monarquia (1896-1910), in Seara Nova, Dez. 1969, etc.

(2) O Protesto Operário nº. 213, de 11 de Abril, onde Cardoso fazia parte da redação, assinala que Reclus estava em Lisboa "há oito dias". Reclus ficou hospedado na casa de José António Cardoso.

(3) Na ideia de apoio-mútuo era incluido o movimento cooperativo. Campos Lima em "A Revolução em Portugal" incorpora o cooperativismo na estratégia anarquista. António Sérgio a partir dos anos quarenta fará da ideia uma forma de agregar a população de forma solidária à margem do Estado.

(4) Fonseca, Carlos - A Origem da Primeira Internacional em Lisboa

(5) Fonseca, Carlos - Integração e Ruptura Operária, p.170

(6) Lima, Magalhães, O Socialismo na Europa, 1892, pp.334 e segs.

(7) Filomena Mónica, Maria ....

(8) Chorão, Luís Bigotte, ob.cit., nota 383, p.106

9) Vieira, Alexandre, Para a Historia

(10) Manuel Silva Mendes (1867-1931), por exemplo é preso em Abril de 1894 quando distribuia manifestos em Braga.

(11) Cerezales, Diego Palacios - Portugal à Corunhada - Protesto Operário e Ordem Pública nos Séculos XIX e XX. Tinta da China. 2011

12) O Protesto Operário, nº 47 (1884) publica o Programa e Regulamentos da Aliança da Internacional da Democracia Social, criada por Bakunin. Em Janeiro de 1885 informa que aceita assinantes para a Revue Anarchiste Internationale. Cardoso neste ano pública também vários artigos de teor anarquista.

No jornal A Voz do Operário, Gonçalves Viana, em 1885 inicia uma verdadeira ação de propaganda anarquista, historiando nomeadamente o que se tinha feito e urgia fazer. Ataca republicanos, socialistas e os falsos anarquitas. Ação de propaganda que prossegue ao longo de 1886. No início de 1887 também Cardoso passa a escrever para A Voz do Operário. A Redação do jornal em Julho de 1887 critica as ideias de Cardoso, e em Setembro as de Gonçalo Viana. Em Novembro recusam-se a publicar mais textos da sua autoria.

(13) José Nunes era serralheiro na Imprensa Nacional, pertencia ao grupo anarquista "Os Mineiros" era perito no fabrico de bombas.

14) José de Sousa também conhecido por José da Escada, destacava-se nos comícios dos cigarreiros tendo sido em tempos preso por insultar odiados políticos ao tempo

(15) Machado de Abre, Luís - O Programa Anticlerical de Tomás da Fonseca, in Revista Lusófona de Ciências das Religiões, nº20 (2017)

(16) Ventura, António, e outro, Emílio Costa e o Sindicalismo. Da Formação Libertária à Casa Sindical, Lisboa, 1977, pp .26,27

(17) A bibliografia sobre a participação dos anarquistas na carbonária é muito extensa. Alguns títulos: Ribeiro, Aquilino, Um escritor confessa-se, Lisbnoa, Bertrand, 2008; Ventura, António, A carbonária em Portugal, 1897-1910, Lisboa. Livros Horizonte, 2004; Almeida, Luz de, "A Obra revolucionária da propaganda. As Sociedades Secretas", in Montalvor, Luís de (dir.), Histório do Regimem Republicano, Lisboa, Ática, 1932; Abreu, Jorge de, A Revolução portuguesa (Lisboa 1910), s.l., Casa de Alfredo David, 1912; José Maria Nunes, E Para Quê? (Subsídios para a História), Lisboa, 1918.

18) Fonseca, Carlos da, Para uma Análise do Movimento Libertário e da Sua História. Antigona Lisboa. 1988

19) Freire, João; Lousada, Maria Alexandre, O Neomalthusianismo na Propaganda Libertária, in Análise Social, vol. XVIII (72-73-74), 1982.

20) Kropotkine o anarquistas mais traduzido e provavelmente mais lido em Portugal. Numa linguagem clara, concreta e ilustrada com exemplos procurou explicar com deveria ser organizada a sociedade comunista. Primeiras edições de obras traduzidas : A Anarquia na Evolução Socialista (Portro, 1887), O Governo Revolucionário. Considerações do Tradutor (1892); A Conquista do Pão (Porto, 1895); A Moral Anarchista (Coimbra, 1901); Á Gente Nova (Lisboa, 1904); Um Século d`Expectativa: 1889-1889 (Porto, 1904); Em Volta da Minha Vida: Memórias (Lisboa, 1907); A Anarchia. A sua Filosofia- O seu Ideal (1908); O Terror da Rússia: Um apelo à nação Britânica (1909?); Palavras d`Um Revoltado (Lisboa, 1912); Sindicalismo e Parlamentarismo (Lisboa, 1913); A Grande Revolução (Lisboa, 1913); etc.

21) Carlos da Fonseca, prefácio e notas.., pp.40-43

22) É extensa a bibliografia sobre a revolta dos estudantes em 1907. Destacamos: Quartim, Pinto, Mocidade Vivei! 1907.

23) Mendonça, Artur Angelo Barracosa, Notas para a História do Movimento Associativo e Operário do Algarve no Final da Monarquia Constitucional (1870-1910), in Atas do I Congresso .... 2013

24) Costa, Albérico Afonso, O Germinal, um Roteiro Acrata para a Revolução Social, in Atas do I Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal, 13-15 de Marçoi de 2013, FSCH-UNL, vol. I, 2013

25) Freire, João; Lousada, Maria Alexandra, Roteiros de Memória Urbana de Setúbal- Marcas Deixadas pelos Libertários e afins ao Longo do Século XX. Lisboa. Edições Colibri, 2013.

26) Torres, Eduardo Cintra, A Greve Geral de 1903 no Porto. Um Estudo de História, Comunicação e Sociologia. Afrontamento. 2018

27) Ventura, António, Ernesto da Silva e o Socialismo, in Republicanismo, Socialismo, Democracia, Coord. Ernesto Castro Leal. Lisboa. Centro de História. Faculdade de Letras. Univ. Lisboa, 2010

28) Moura-Carvalho, Carlos, Um Homem Livre. Severiano de Carvalho e o Movimento Cultural Anarquista na Transição do Século XIX para o Século XX (1887-1914). Lisboa. 2018.

29) Martins, Angela Maria Rioberti, A Experiência Libertária de um Português na Primeira República: uma análise da trajectória política e intelectual de Mota Assunção (1899-1910), in Brasil-Portugal: Pontes sobre o Atlântico

30) A bibliografia essencial sobre os anarquistas portugueses no Brasil: Maram, Sheldon Leslic, Anarquistas, Imigrantes e o Movimento Operário (1890-1920). Rio de Janeiro. Paz e Terra.1979; Menezes, Lena Medeiros de, Os Indesejáveis: Desclassificados da Modernidade. Protesto, Crime e Expulsão na Capital Federal (1890-1930). Rio de Janeiro, EDVERJ. 1996; Fausto, Bóris, Trabalho Urbano e Conflito Social. São Paulo. Difel. 1977.

30) Chorão, Luís Bigotte, ob.cit., pp.105 e 106

31) Chorão, Luís Bigotte, ob.cit., pp. 83 a 95

32) Chorão, Luís Bigotte, ob.cit., p.112

33) Elisée Reclus, carta a Jacques Gross (Clarens, 16/905/1887), citada por carlos da Fonseca, Reclus, Seara Nova, nº 1545, Julho de 1974.

34) idem, p.28

35) Bibliografia essencial: Fernandes, Rogério, LAS UNIVERSIDADES LIBRES Y POPULARES EN PORTUGAL Y EL PROBLEMA DE LA CULTURA POPULAR, Historia de la Educación. Revista Interuniversitaria. Salamanca. Ediciones Universidad de Salamanca; BANDEIRA, Filomena (1994). A Universidade Popular Portuguesa nos anos 20. Os intelectuais e a educação do povo: entre a salvação da República e a Revolução Social. Diss. de Mestrado em História dos Séculos XIX e XX (Secção do Século XX). 2 vols Lisboa. FCSH. UNL NEVES, Marlene Oraide Marcelino (1996). As Universidades Populares Portuguesas no seu período áureo: 1a República. Contribuição para o estudo das suas concepções educacionais e filosóficas. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho: Instituto de Psicologia e Educação QUINTAS, Maria da Conceição (2000). A Universidade Popular de Setúbal. O Distrito de Setúbal, no 2918, 15-08-2000; Id., no 2919, 22-08-2000; no 2920, 29-08-2000. QUINTANILHA, A. (1925). A Universidade Livre de Coimbra. Coimbra: Edição da Universidade Livre.

36) Rodrigues, João Daniel Dias, O Protesto Operário e o Socialismo em Portugal (1882-1894). Fac. Letras. Universidade do Porto. 2018

37) Alguns "cientistas" procuravam na altura sustentar que o anarquismo era resultado de uma doença mental. Uma pessoa normal não se revoltava. Consultar o estudo de Luís Bigotte Chorão.

38) Pereira, Joana Dias, O Sindicalismo Revolucionário em Portugal no Primeiro quartel do século XX, in Estudos do Século XX. nº9, Coimbra. 2009.

39) Fonseca, Carlos da, O 1º. de Maio em Portugal. 1890-1990. Crónica de um século. Edícões Antigona. Lisboa. 1900

40) Muito se escreveu sobre a ligação dos anarquistas ao atentado, sem nada de conclusivo ter sido apurado. Como refere João Freire "De entre os 389 processados como suspeitos de envolvimento no caso, poucos foram os anarquistas incluídos na lista: Porém, três dos mais conhecidos, António José de Ávila, Augusto Machado e Miguel Córdoba, foram violentamente espancados nas esquadras de polícia para ver se confessavam o crime"(cfr. Público, )

41) Capela, José, O Movimento Operário em Lourenço Marques (1898-1927)...

1910-1926: Educação e Sindicalismo

1) Tavares, José - Apontamentos sobre os Anarquistas e a Guerra, in, Utopia nº11/12 (2001)

2) Franco, Alberto - A Revolução é a minha namorada - Memórias de António Gonçalves Correia. anarquista alentejano. Ed. Câmara Municipal de Castro Verde, 2000. Fundou e dirigiu em Cuba - "A Questão Social" (1916).

3) A polícia afirmou quem lançou a bomba foi o anarquista Aurélio da Conceição César, bolitineiro e poeta.

4) Vieira, Alexandre - Para a História do Sindicalismo em Portugal.

(5) Gama, Olinda da Conceição de Jesus - Anarquismo e Relações de Género - O Olhar Anarquista no Início do Século XX, Tese. ISCTE-IUL. 2014. Os jornais analisados foram A Sementeira (1908-1919), O Protesto (1908-1909) e a Guerra Social (1908-1909).

6) A Universidade Livre no Porto criada pelos anarquistas em 1902 deixou raizes nesta cidade. Em 1911, surge a Universidade Popular do Porto (UPP), numa iniciativa de um grupo de intelectuais com um passado anarquista como Alvaro Pinto, Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, apoiados pela Universidade desta cidade e pela associação cultural Renascença Portuguesa. Não tardou a surgirem por todo o pais outras universidades: Coimbra (Novembro de 1912- ?. Voltou a ser fundada em 1925, onde colaborou Aurélio Quintanilha); Póvoa do Varzim (1912); Setúbal (1912); Ponta Delgada (Açores, 1913?); Vila Real (1914); Algarve (1921); Foi sempre limitada a frequência dos cursos pelos trabalhadores. No Porto, a grande excepção foram as três sessões de Cristiano de Carvalho sobre a Comuna de Paris (junho de 1912).

Em Lisboa Tomás da Fonseca, Alexandre Quintanilha e outros anarquistas fundaram a Universidade Livre em Lisboa que se manteve ativa até aos anos trinta. Nesta cidade em 1919 surge a celebrada Universidade Popular Portuguesa que se manterá em atividade até aos anos cinquenta. Manteve sempre grande ligação às organizações sindicais. A sua secção de Setúbal foi também muito concorrida. caracterizada

7) Mário Domingues (1899-1977), escritor, historiador, jornalista, militante anarquista desde os dezanove anos, colaborador n´A Batalha, A Comuna e outras publicações libertárias, fez parte a União Anarquista Portuguesa. Na década de vinte foi o primeiro a denunciar as atrocidades cometidas nas colónias e a defender a sua independência, como escreve o sociólogo José Luis Garcia.

8) Professora na Escola Oficina nº1 em Lisboa e na Voz do Operário,

9) Élisée Reclus. Fundador da geografia urbana, analisou em profundidade a contradição entre o espaço urbano e a cidade, mostrando como as cidades saídas da revolução industrial eram segregadoras e destruidoras da sua identidade e diversidade. A ligação à natureza era a única forma como as podia regenerar. Obras: Nova Geografia Universal; O Homem e a Terra; etc.

Piotr Kropotkin. Este filósofo concebe a sociedade como parte da natureza. Uma sociedade justa assenta no apoio mútuo entre individuos livres e iguais. As cidades deviam ter uma escala humana, onde a agricultura e a industria estivessem interligadas e não separadas. Obras: A Conquista do Pão; Campos, Fábricas e Oficinas (1899); Mutualismo: Um Factor de Evolução (1902); etc.

10) Matias, Elias, Alentejo em Luta (Testemunho sobre os trabalhadores rurais durante a 1º. República). Lisboa, 1985

11) O Programa das Três Etapas segundo Charles Gide definia como objectivo destruir o capitalismo ( o lucro e o salariado) através do cooperativismo: Na primeira etapa seriam criadas cooperativas de consumo que se uniriam numa federação. A acumulação dos seus excedentes monetários permitiria, compras a preços muito baixos e a criação de uma rede de armazéns grossistas. Numa segunda etapa os excedentes que fossem gerados seriam aplicados na criação de cooperativas de produção industrial, cuja produção suprimiria as necessidades dos cooperadores. Na terceira e última etapa passava-se à produção agrícola em função das necessidades dos consumidores-cooperadores. Deste modo toda a economia seria baseada na cooperação.

12) Castelo Branco, Francisco, Homem de Cristo Filho: Do Anarquismo ao Fascismo, 2001

13) Algumas publicações anarquistas procuraram aprofundar uma estratégia revolucionária baseada nos sindicatos e cooperativas de que são exemplo: Neno Vasco, Concepção Anarquista do Sindicalismo, Lisboa, 1923 (2ª. edição, estudo Introdutório de João Freire, 1984); Campos Lima, A Revolução em Portugal. Lisboa, 1925.; Pierre Besnarf, Os Sindicatos Operários e a Revolução Social, numa tradução de Francisco Quintal. Publicado pela editora libertária O Argonauta. 1931, Mario Castelhano, A Ação dos Organismos de Transporte na Transformação Social, 1932;

14) Cruz, Sara Nogueira, Emigração e Expulsão: Repressão de Anarquistas e Comunistas Portugueses no Brasil (1890-1930). Tese. U Porto. 2013.

15) Ramos, Moisés da Silva, Socialismo Reformista. A Experiência Portuguesa até à 1ª. guerra mundial, O Tempo e o Modo, nº82, Nova Série. Setembro de 1970.

16) Menezes, Lená M. de, Os Processos de Expulsão como Fontes para a História da Imigração Portuguesa no Rio de Janeiro (1907-1930), in Portugueses no Brasil: Migrantes em Dois Atos ...

17) Alves, Paulo, A Verdade da Repressão: Práticas Penais e outras Estratégias na Ordem Republicana (1890-1921)...

18) Nogueira, César, Notas Para a História do Socialismo em Portugal (1895-1925), vol. II, Colecção Portugalia. pp.132-134

19) Nogueira, César, idem, pp.112-118

20) Escadas, Débora Duarte Val, A Vida Impossivel: O Movimento Operário em Braga durante a I Republica . Universidade do Minho. 2017. pp. 191-193.

21) Matos, José Nuno, "Censura Vermelha: as empresas de jornais perante a greve da imprensa de 1921",in Ler História, 73 (2018)

22) Campos, João Maria, "Para a História das Lutas Operárias. O Anarco-Sindicalismo no Concelho de Odemira", in A Batalha nº16, 24/05/1975 e nº20, 9/08/1975

23) Fonseca, Carlos da, Para uma Análise do Movimento Libertário e da Sua História. Antigona Lisboa. 1988, p.60

24) Alexandre Vieira afirma que o principal critério para a escolha de Perfeito de Carvalho foi o facto falar várias linguas. Em Moscovo acabou por se casar com uma moscovita "filha de um alto magistrado da antiga nobreza, com a qual viera residir em Paris, ao cabo de alguns meses". Por sua insistência acabou por o convencer a vir ao congresso da Covihã para apresentar o relatório, onde sem nada apresentar por escrito propos-se apresentá-lo oralmente em verso. Regressou a França. cfr. Figuras Gradas, p.26-27

25) Foi um dos fundadores do Grémio dos Professores Primários Oficiais, secretário geral da União dos Professores Primários, reoresentante da classe no congresso nacional operário em 1919, etc.

26) Pinto Quartim é expulso para o Brasil e impedido durante dez anos a regressar a Portugal. No Brasil passa a colabarar na revista Vida. A sua entrevista ao diário do Rio de Janeiro A Época (25/07/1914) provoca um incómodo ao então Ministro Plenipotenciario de Portugal no Brasil (Bernardino Machado) que pressionado promete resolver a situação. Pinto Quartim acabou por regressar a Portugal.

27) Numa declaração de princípios publicada a 12 de Outubro no jornal A Bandeira Vermelha afirmam que embora tenham adoptado a designação de bolchevistas, comunistas, maximalistas ou sovietistas todos os seus membros "são em princípio anarquistas e sindicalistas revolucionários”, uma ligação ao anarquismo que procuram sustentar. Manuel Ribeiro n´A Batalha, nº221, 7/10/1919, afirma que a revolução Russa era confirmação das ideias sindicalistas revolucionárias, que tão desprezadas pelos socialistas haviam sido.

28) Para uma perspectiva desta polémica em Portugal, consultar: João Freire, Estudo Introdutório . Concepção Anarquista do Sindicalismo. Edições Afrontamento. 1984; Pereira, Joana Dias, O Sindicalismo Revolucionário em Portugal no Primeiro Quartel do Século XX...

29) Candeias, Escolas Operárias Porrtuguesas do Primeiro Quartel do Séc. XX, in Análise Social, 3, 1987

30) Gomes, Sónia Piedade Apolinário Ribeiro, O Esperanto em Portugal. Língua Internacional e Movimentos Sociais, UL.ISCTE. 2016, p.182

31) José de Sousa foi inclusive acusado por antigos camaradas de ter ficado com a documentação da Federação Anarquista do Centro.

32) O Centro Comunista do Porto (anarquista) apesar de estar empenhado na angariação de recursos para a construção de uma escola na Rua Entre-Paredes, nº33-1º, não deixou também de angariar dinheiro para A Bandeira Vermelha (B.V,, 28/12/1919).

33) O Anarquista, orgão da UAP, Lisboa. Nº 1, 28 de Fevereiro e o nº9, o último a 8 de Agosto de 1926. Redator principal: Francisco Quintal. Editor: Fernando de Almeida Marques. Redação e Administração: Calçada do Combro, 38-A, 2º. Lisboa. Era a sede da CGT, Juventudes Sindicalistas, Federação da Construção Civil, Dramático de Solidariedade Operária, uma escola primária entre outras organizações. A sede era a mesma da UAP, na Travessa da Água da Flor, nº1, também em Lisboa. Como outras publicações libertárias foi proibido de circular depois da instauração da Ditadura Militar.

 

1926-1974: Resistência às Ditaduras

(1) História do Movimento Operário em Portugal (das origens aio PCP). http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=04435.731#!23

2) Edgar Rodrigues, A Oposição Libertária em Portugal (1939-1974), p. 81

3) Castelhano, Mário, Quatro Anos de Deportação, p.189

4) Soares, João, A Revolta da Madeira. Documentos. Recolha e Organização de João Soares. Perspetivas & Realidades.Lisboa, 1979

5) Obras de Alexandre Vieira: Em Volta da Minha Profissão, Lisboa, 1950; Figuras Gradas do Movimento Operário, Lisboa, 1955; Delegacia a um Congresso Sindical, Lisboa, 1960; Para a História do Sindicalismo em Portugal, Lisboa, 1970 ; Subsídios para a História do Movimento Sindicalista em Portugal. De 1908 a 1919. Lisboa, Edições BASE, 1977.

6) Livros e artigos de João Medina sobre anarquistas: Pinheiro Chagas..., Seara Nova, Jan.1974 e Fev. 1974; Afonso Lopes Vieira Anarquista, 1980;

7) Sobre Carlos da Fonseca (?-2017) consultar In Memoriam, artigo de Américo Nunes, jornal Mapa, 29/12/1917

8) Leibzón, Boris - Sobre o Anarquismo, O Trotskismo e o Maoismo. Existe uam edição em português editada pela Editorial Estampa, em 1975.

9) Alvaro Cunhal - Radicalismo Pequeno Burguês de Fachada Socialista (1970). Este histórico dirigente do PCP foi um defensor intransigente da linha mais radical do PC da União Soviética, do Pacto Germano-Soviético (1939), da Invasão da Hungria e da Checoslávaquia (1968) e de ditaduras comunistas no mundo. Em 1970 entra em panico quando começam a impor-se em Portugal movimentos politicos sem ligações ao PCP. Cunhal, alia-se à ditadura, para os combater considerando-os sucedâneos de velharias "anarquistas e troskistas". Mário Soares é outros dos seus inimigos.

10) Marinha, Maria de, O Surrealismo em Portugal, Lisboa, 1987.

11) Freire, João, "Os Anarquistas na Conjuntura do Pós-Guerra", in O Estado Novo, Das Origens ao Fim da Autarcia. Lisboa. Fragmentos. 1987

12) Pereira, Paula Cristina Antunes, De Pedro Oom a Luiz Pacheco: O (Neo-) Abjeccionismo como Insubmissão. Tese. Universidade Aberta. 2016.

13) Petrus, no 5º. volume de "Proudhon e a Cultura Portuguesa" publicou uma vasta antologia de textos de António Sérgio sobre cooperativismo na perspetiva do "socialismo libertário".

14) José Hipólito dos Santos escreveu um importante testemunho destas manobras do PCP dentro da Fraternidade/Ateneu Cooperativo. Após a entrada de José de Sousa, em 1946, foi alvo de uma perseguição sistemática, anulando as ações que empreendia. Este antigo anarquista foi um dos que aderiu ao PCP, onde foi um destacado dirigente. Organizou participação do PCP na Greve Geral do 18 de Janeiro de 1934, na sequência da qual foi preso e desterrado para o Tarrafal. Em 1939 foi expulso do partido após ter criticado o Pacto Germano Soviético. Quando regressou a Portugal tentou juntar-se aos socialistas mas sem sucesso. O PCP nunca lhe perdou a sua falta de fidelidade às ordens de Moscovo. A luta pelo controlo do Ateneu prosseguiu, e segundo Hipólito Santos só desapareceu por volta de 1959 quando o PCP sofreu uma forte vaga de prisões policiais que o desarticularam. Foi então possivel estabelecer uma colaboração alargada entre as várias forças políticas que participavam no Ateneu. Cfr. Santos, José Hipólito - Maneiras Cooperativas de Pensar e Agir. Lisboa, Ed. Universidade Lusófona. 2009.

15) Mário Castelhano, ferroviário, desde muito cedo ligado a sua organização e lutas sindicais. Dirigiu o jornal O Ferroviário. Dirigiu A Batalha desde 1 de Janeiro de 1927 até 6 de Outubro de 1927 quando foi preso e desterrado para Angola.

16) José Francisco (1899-1990) deixou-nos um relato da sua prisão - Episódios da Vida Familar e de Militante Confederal (Lisboa, 1982). A CGT solicitou à CIS elementos que deviam constar numa declaração conjunta a imprimir numa tipografia clandestina na Ramada. Dado não terem sido entregues pelo delegado da CIS, José Francisco em nomes da CGT dirigiu-se no dia 16 de Novembro um sindicato que lhes era afecto - Sindicato do Pessoal das Carnes Verdes. Quando aí chegou percebeu que o sindicato fora assaltado e tinha caído numa ratoeira, acabando preso. Fora denunciado pouco antes quando a polícia assaltou uma tipografia na Rua Antero de Quental onde era impressa propaganda da CGT, e um funcionário da mesma indicouo seu nome como a pessoa que tratava do material a imprimir (p.60).

17) VV, O 18 de Janeiro de 1934 e alguns antecedentes. Depoimento colectivo de Acácio Tomáz Aquino, Américo Martins, Custódio da Costa, José Francisco, Marcelino Mesquita, Emídio Santana , que coligiu. Lisboa, A Regra do Jogo, 1978 .

18) Clímaco, Cristina, Os Anarquistas no Exílio (1930-1936), in Atas do I Congresso de História.... 2013.

19) Moreira, João, Trotskismo em Portugal (1968-1974), in Atas do I ... 2013

20) Caeiro, Maria de Fátima Cancela Antunes, Influências Francesas na música de intervenção portuguesa nos anos 70. Universidade de Aveiro. 2012

21) Belo, José António Dias, Santa Maria - O Paquete Rebelde ( Operação Dulcineia - "O Acontecimento que Viveu para Ser Esquecido"). ISCTE-Academia Militar. Lisboa. 2009

22)O MUD foi precedido pelo MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista) criado em Dezembro de 1943 , cujo principal dirigente era Norton de Matos, antigo Alto-Comissário da República em Angola. Os republicanos maioritários no MUNAF defendia ações militares como o único meio par derrubar a ditadura.

23) Hipólito Santos recordando Moisés Espírito Santo e outros anarquistas, o Ateneu e a Seara Nova, testemunha várias ações contra a ditadura testemunha:

"O Ateneu Cooperativo permitiu o estabelecimento de relações politicas de confiança, levando ao envolvimento de um conjunto de pessoas em actividades contra o regime – casos de Moisés Silva Ramos, Emídio Santana, outros velhos anarquistas mas também de alguns jovens. Ali, no Ateneu, tive a possibilidade de contar e ser questionado sobre o meu envolvimento em actividades oposicionistas, como a Comissão Promotora do Voto ou as discussões na Seara Nova. E o Moisés era sempre muito crítico!

Mas também as relações permitiram saídas menos pacificas, como a participação nas manifestações em Santa Apolónia para esperar Humberto Delgado e que depois de uma investida policial levou o Moisés e eu próprio a tomar a cabeça da manifestação reagrupada que subiu a Rua da Prata na direcção da Avenida da Liberdade, onde fomos recebidos a tiro pela PSP.

O mesmo se passou, em 1960 na passagem dos 50 anos da República. Depois da tradicional romagem ao Cemitério do Alto de S. João, e de uma brutal carga, à espadeirada, por parte da GNR a cavalo, sobre os manifestantes pela Rua Morais Soares abaixo. Reagrupando-nos no Rossio, Moisés e eu arrancámos com uma manifestação pela Rua do Ouro até à Câmara Municipal de Lisboa. O advogado republicano Adão e Silva, com escritório naquela rua, atirou-nos uma bandeira nacional com a qual desfilámos. A PSP recebeu-nos a tiro, provocando dois feridos, quando nos aproximávamos novamente do Rossio, subindo a Rua Augusta.

Mas já antes disso, Moisés (e Emídio Santana) foram sendo informados da preparação duma tentativa revolucionária, com forte componente de gente nova não militar, aquilo que veio a ser conhecido como o Movimento da Sé.

Moisés e Emídio Santana compareceram, como combinado, no anexo da Sé a partir de onde deviam ser distribuídas armas. Comunicaram com outros elementos anarquistas preparando-se para dar seguimento à acção revolucionária que foi suspensa quando já estava em andamento.

O mesmo sucedeu aquando  da chamada Revolta de Beja, na passagem do ano de 1961 para 1962. Moisés e Emídio Santana deram a sua adesão ao que se preparava e mobilizaram outros elementos anarquistas para, uma vez tomado o quartel de Beja, fazerem o necessário para ser cortada a corrente de electricidade à cidade de Lisboa, paralisando transportes e fábricas. Entretanto, Germinal de Sousa e Correia Pires encarregavam-se da produção de panfletos de agitação, a ser distribuídos em Lisboa – Alcântara e Sacavém – e na Margem Sul.

Alguns meses antes deste envolvimento Moisés fora preso durante algumas semanas pela PIDE, metido num curro onde entrou com o cabelo preto e saiu com ele branco…

A prisão não o amedrontou, como sucedia frequentemente.", Portal Anarquista, 2014

24) Prévost, Claude, Os Estudantes e o Esquerdismo. Lisboa. Prelo. 1973

25) Manuel Firmo deixou-nos um importante testemunho da sua passagem pelos campos de concentração franceses, antes de ser entregue à policia politica em Portugal que o enviou para outro campo de concentração , o Tarrafal (cfr. A Batalha, 1994 e 1995.

26) Ferrua, Pietro, a breve existência da seção brasileira do centro internacional de pesquisas sobre o anarquismo [1a parte], in Revista Verve, nº15, 2009

27) Rodrigues, Edgar, A Oposição Libertária em Portugal (1939-1974). Editora Sementeira, Lisboa, 1982; Botelho, Adriano, Vivaldo Fagundes, in A Ideia, nº26/27, setembro de 1982.

28) Vieira, Alexandre, Para a História do Sindicalismo em Portugal. Seara Nova. 1974

29) Diagnóstico Preliminar do Plano a Médio Prazo (Janeiro de 1977) dados referentes a 1970.

30) Russinho, Hoaquim Augusto; Teixeira, José Daniel Catela; Alves, Maria de Deus; Rodrigues, Maria de Lurdes; Silva, Maria de Fátima, in A Questão do Arrendamento Urbano em Portugal desde os fins do século XIX, Julho de 1978

31) Os panfletos clandestinos informam-nos sobre as lutas em curso e as respectivas organizações. No caso das juventudes libertárias registamos, a título de exemplo, alguns destes planfletos.

1942: "`À Opinião Pública. Liberdade para os Presos Sociais!. Guerra a esta Situação. Outubro de 1942. A Juventude Libertária; "Em Face das Realidades. Palavras Claras e Actitudes Firmes. O Paraiso "Salazarista" a Descoberto. Novembro de 1942. O Comité das Juventudes Libertárias"; "À Lerta Povo Porrtuguês !". Novembro de 1942.JL.

1943: "1º. de maio", Comité Regional das Juventudes Libertárias de Portugal (FIJL), 1º. de Maio de 1943; "Contra a Fome. Mais uma Vez o Povo Português Protesta Contra o "Estado Novo". Agosto de 1943. Impresso. Grupos Neno Vasco e Os Iconoclatas das JL.; "Portugueses !! Exigi a libertação de todos os presos políticos principalmente as vítimas do Tarrafal" (impresso); "A hora que passa". Comité das Juventudes Libertárias.

32) "O que Querem os Anarquistas Comunistas?, folheto de 4 páginas, datilografado, editado pelo grupo Os Iconoclatas. Dezembro de 1945.

33) O Jovem Libertário surgiu como anexo de Circulares Internas: A primeira circular que conhecemos dirigia-se "A grupos e camaradas isolados das Juventudes Libertárias. FIJL"

, 4 páginas, e está datada de 1 de janeiro de 1943. A que se segiu datada de Fevereiro de 1943, tinha como anexo O Jovem Libertário. Dos Jovens para os Jovens. Datilografado. 4 páginas; A circular de Março de 1943, tinha como anexo O Jovem Libertário, nº2; A circular de Abril, anexava O Jovem Libertário, nº3; a circular de Junho, anexava O Jovem Libertário, nº5;

34) O Despertar nº. 3 (Vª série) surgiu em Fevereiro de 1947; o n º 6, em Junho (Vª. Série) e os números 7/8 em Julho/Agosto de 1947.

35) Edições clandestinas de A Batalha: nº.7 (Maio de 1947, Vª série), nº10 (Agosto de 1947), nº11 (Novembro de 1948), nº 12 (Dezembro de 1948), nº 13 (Janeiro de 1949), nº14 (Fevereiro), nº15 (Abril), nº. 16 (Maio), nº17 (Junho), nº18 (Julho), nº19 (Agosto), nº20 (Novembro) e nº21 (Dezembro de 1949).

36) Boletins das Juventudes Libertárias:nº1 (Dezembro de 1945), nº 2 (Janeiro de 1946), nº3 (Fevereiro), nº4 (março), nº5 (Abril), nº6 (maio), nº7/8 (Junho-Julho), nº9 (Agosto), nº10 (Setembro), nº 11º (Outubro) e nº. 12 (Novembro de 1946).

37) A maioria dos panfletos desta época desapareceram. Os que subsistiram permitem-nos vislumbrar as lutas a que estavam associados: " Carta Aberta aos Trabalhadores. Impressso, 2 páginas. Junho de 1944. Comité Central da "Trabalho e União", ligada à CGT; "A todos os militantes da organização Confederal e a Todos os Simpatizantes do Sindicalismo Libertário. 1944 (?); "Liberdade de Pensamento ! Liberdade de Reunião! Liberdade de Associação! São os Direitos Basilares que Informam as actuais reclamações da Confederação Geral do Trabalho". Impresso. Conselho Confederal. Outubro de 1945.

38) O jornal editado pela PIDE, aparecia como a 2ª. série, tendo como director-delegado e editor: António Benjamim de Lima. Secretário Mário Mata e Silva. Director-Principal José Duarte Costa. A Redação e administração eram no Beco dos Apóstolos, 6-1º. Lisboa. Para disfarçar anunciava que havia sido "Visado pela Comissão de Censura".

39) O jornal A Liberdade, cujo primeiro número foi publicado a 9 de Abril de 1938, em Paris, assumia-se como "Porta-voz dos anti-fascistas portuguses", tendo como divisa: "Uma nova barricada que se ergue nos campos da luta contra a ditadura e uma bandeira que simboliza as aspirações supremas de emancipação humana." Não era um orgão anarquista, comunista, socialista ou republicano. "É apenas um jornal que pugna pelas liberdades e pelo progresso social; é um porta-voz dos anti-fascistas portugueses e como tal viverá." Afirma que nesta frente contra a ditadura nada se poderá fazer sem uma frente que uni-se a CGT, a CIS e os Sindicatos Autónomos.

40) O Despertar nº.1 saiu em maio de 1936, o nº2 em Julho, nº. 3 em Outubro, o nº. 4 em Novembro de 1936. O nº 6 (fevereiro de 1937), nº7 (Maio) e o nº 8 em Setembro, com as siglas FAI-FIJL.

41) A batalha números publicados da IIIª série: nº1 em Abril de 1934 e o número nº2 em Maio deste ano. Devido à prisões foi publicado o Boletim nº 5 da CGT Setembro de 1934. O PCP, através do seu jornal O Comunista sobre este facto escrevia: "Ora A Batalha iniciou a sua publicação ilegal na segunda quinzena de Abril, o nº.2 saiu a 15 de Maio e o nº3 devia sair no dia 3 de Junho. No dia 30 de Maio foi a tipografia assaltada pela policia de informações que apreendeu o nº3 e roubou-nos quanto existia na tipografia". O Boletim nº. 6 saiu em Outubro de 1934 e o n´º.7 em Novembro/Dezembro de 1934.

42) A Batalha, IVª. Série sairam apenas quatro números: nº1 (março de 1934), cujo suplemento saiu em Abril; nº2 (Abril) e nº3 (Junho), e o nº. 4 saiu em Janeiro de 1936.

43) A Batalha, volta a ser publicada: o nº5 (IVª. série) surge em Janeiro de 1937; o nº6 (Fevereiro), o 7 (Abril), o nº8 (Maio), nº9 (Junho) nº11 (Julho), nº11 (Setembro) que contém uma noticia sobre um pleno da CGT.

43) O Clarão. Boletim do Comité de Lisboa das Juventudes Libertárias, o nº.1 foi publicado em Junho de 1937.

44) A imprensa que dava maior destaque a estas prisões e lutas era naturalmente a imprensa libertária, onde aparece inclusive fotografias de deportados anarquistas em Timor. José (Rodolfo) Marques da Costa, por exemplo, no semanário El Libertário de Madrid publica um artigo sobre o deportados em Timor (Nº43, 17 setembro de 1932) ou sobre a Greve dos Mineiros de São Domingos que resistiam às investidas repressivas da GNR (nº49, 29 de Outubro de 1932). Os exilados anarquitas dentro das limitadas condições emn que viviam realizaram um notável trabalho de denúncia da Ditadura em Portugal, contrariando a propaganda que o regime fazia no exterior.

45) Em 1938 era publicada uma "folha de Divulgação Doutrinária", intitulada "Claridade", cujo nº 2, tem a data de 20 de Junho de 1938

46) Germinal, quinzenário. Doutrina e Critica Social. Editor: Mário Ferreira. Director: Rodrigo M. Ferreira. Correspondência: Rua das Fontainhas, 38. Porto. Nº1, 5 de Agosto de 1929.
47) Aurora, revista. Director: Abílio Ferreira. Editor: Fernando Barros. Sede: Rua Cunha Espinheira, 131-A, Porto. Depois do número 3: Largo da Povoa. O nº1 saiu em Setembro de 1929, o último - 14, em Outubro de 1930. A redação foi assaltada e selada. A tipografia foi salva tendo sido utilizada em Lisboa na edição clandestina d´A Batalha.
48) Vanguarda Operária, quinzenário, depois semanário, Porto. Nº1 (14 de Julho de 1929) e o último (?): 58 (3 de Novembro de 1930).
49) Terra e Liberdade. Redacção e administração: Rua Miguel Pais, 102, Barreiro. Redatores: J. Pedro Lourenço, Germinal Brandão e Eduardo Ferreira Júnior. Editores: Adriano A. Pimenta. Administrador: Virgilio P. Barroso. A partir do nº 7 (Setembro de 1931) passou a ser porta-voz da Aliança Libertária Portuguesa. O último número legal foi o 8º., em Dezembro de 1931.
50) A Batalha, semanário. Editor: Alberto Dias. Administrador: Domingos Afonso Ribeiro. Sede: Calçada Castelo Branco Saraiva, 42, Lisboa. Propriedade: Comissão Interfederal. Nº1 (13/9/1930), 2 (20/09/1930), 3 (27/09/1930), 4 (4/10/1930), 5 (11/10/1930), 6 (18/10/1930), 7 (25/10/1930), 8 (1/11/1930), 9 (8/11/1930), 10 (15/11/1930), 11 (22/11/1930), 12 (29/11/1930), 13 (6/12/1930).
51) A Cultura. Revista Mensal Ilustrada, Lisboa. Director: Campos Lima. Foram publicados 18 números. Ano I: 1 a 12 (janeiro de 1929-fevereiro de 1930). Ano II - 1 a 5 (Março, Julho, Novembro e Dezembro de 1930, Janeiro e Fevereiro de 1931). O número 5 do IIº ano (Janeiro de 1931), pública o manifesto da Aliança Libertária.
52) A Luta. Jornal de Combate às Religiões. Editor: Alfredo Gaspar. Propriedade: Ateneu de Estudos Sociais. 627.500 First St. Correspondência: a Luta, 139. Couty Street, Bom. 167 New Bedford, Mass. O número 36 (22 de Agosto de 1929) era dedicado à memória de Sacco e Vanzetti.
53) Raul Pereira dos Santos. Para um resumo da vida impressionante deste anarquista : A Voz Anarquista, nº71, Junho/Junho de 1983.
54) Igualdade. Coimbra. 1928 (2 números) e 1929. Direção: José de Almeida. Colaboradores: Roberto das Neves, José Garcia Ribeiro, etc
55) Divulgação das ideias fascistas….
56) Combate dos anarquistas contra as ideias fascistas….
57) Aurora, mensário. Nº1, Outubro de 1925. Orgão e propriedade da Federação Anarquista da Região Sul de Portugal. Redação e administração: Cercal do Alentejo. Redactor principal: A. Alexandre de Melo. Editor: João Tomás. Admnistrador: Aniceto Lopes.

1974 -1989: Redescoberta e Acção Directa

1) Carlos Fontes entre 1975 e 1987 publicou dezenas de artigos n´A Batalha. Muitos eram anónimos, outros com pseudónimos (N.R.A., Manuel Pereira), alguns tinham uma simples letra "C" ou duas "CF", outros com o nome Carlos, C Fontes ou Carlos Fontes. As temáticas quase sempre resultavam de debates saudáveis com Emídio Santana e outros camaradas de redação. Artigos identificados:

a) Municipalismo."Comissão de moradores. Escola de Democracia direta", 19/07/1975; "Comissão de moradores: uma arma autónoma e de base dos trabalhadores, 5/08/1975; Desmantelar o Estado pela Base. Comissão de moradores, 30/08/1975; "Conselhos de Aldeia. Orgãos de moradores e de trabalhadores simultaneamente, 30/08/1975; A Luta do Povo pela Habitação, 7/12/1975; Libertar e Desenvolver a Imprensa Regional, 7/12/1975; "Interior: Terra e Homens sugados pelo litoral...", 17/03/1976; "Autarquias locais: porque tanto barulho?, Out.1976; Açores: Autocracia, Agos/Set1985 e Out/Nov/Dez1985; "Urbanização Desumanizada", Out. Nov. Dez. 1986;

b) Autogestão: "Um tipo de gestão. Estabelecimentos Rodrigues & Rodrigues", 24/05/1975; Rodrigues & Rodrigues: uma experiência autogestionária", 14/06/1975; "Biolacta - Outra Experiência autogestionária", 5/07/1975; "Fomos para a autogestão para impedir a manobra de despedimentos", 19/07/1975; "Autogestão e marxismo", 19/07/1975; "Autogestão numa firma de montagem metálicas", 9/08/1975; "Flurescente: A desmontagem duma luta autogestionária, 30/08/1975; "É necessário consolidar e ampliar as realizações autogestionárias, 11/10/1975, com Emídio Santana; Hotel das Arribas: um caso de autogestão, 20/12/1975; Da Empresa ao Sindicato, Out.1976; O Hotel Baia em Autogestão, Nov. 1976;

c) Escolas: "A Escola em debate", Nov. 1976; "Notas sobre o ensino em Portugal", Set/Out/Nov.1984 e Jan/Fev1985;

f) Sindicalismo: "Greve com ocupação num sector da função pública, 1/11/1975; "Os Sindicatos arma revolucionária", Jan.1977; "O Congresso da Inter: e Agora?", Mar. 1977; "Sindicalismo em Luta", Maio, Junho e Julho de 1978;"Sim ou Não aos Sindicatos", Out 1978; "Descentrar um Debate", Novembro de 1978; "Quatro anos depois ... A Reforma Agrária", Jan 1979; "Sindicalismo em Debate", Fev.1979; "Para que servem os sindicatos?, Nov.1979; Itinerário do Marasmo", Nov. 1979; "UGT: os "democratas contra os "totalitários"..., agosto de 1979;

d) Anti-Militarismo: "Trabalhadores fardados uma força revolucionária", 19/07/1975; "Os militares e a burguesia", Jan.1978;

e) Estratégia centrada em organizações locais: "Novas formas de capitalismo em Portugal , 9/08/1975; "A Luta pelo poder autónomo e de base em Portugal, 30/08/1975"; "Para uma estratégia anarquista, 22/11/1975, 20/12/1975 e 7/02/1976;"Da empresa ao sindicato", Out.1976; "O Contra-Poder Popular", Jan. 1977; "Estado e Luta de Classes", Abr 1977;

g) Capitalismo de Estado: Marxismo-Leninismo: Teoria Oficial do Capitalismo de Estado", 10/01/1976; "Porquê as Nacionalizações ? Porquê as desintervenções", Dez. 1977;

h) Crítica do Quotidiano: "Relações humanas ou relações de autoridade?, Fev.1977; "O Tempo fora das Fábricas", Jan.1978;" Na vida do trabalhador...", Julho de 1979; "A Fuga", Agosto 1979 "O poder dos Objectos", Fev, mar. e Abril de 1980; "O Milagre", Out1980; "O Misticismo Científico, Set.1983; "A Vida contra o poder", Out.1983; "Sair da lógica da miséria", Mar. 1984; "Notas sobre o reformismo", Abr.-Maio 1984;

i) Estética: "Mais além da arte", Set.1983;

j) Primeiras páginas do jornal: Capitalismo de Miséria ou as misérias do capitalismo? ", Julho 1979; "Não há poder..", Agosto 1979; "As Eleições...",Set.1979; "Como Tudo...", Out.1979; "Manual...", Nov.1979; "Sempre foi assim..", Dez.1979; "A quem nos vamos vender?", Fev.1980; "No rescaldo das eleições", Nov.1980;

l) História do Movimento e Pensamento Anarquista: "A propósito do Congresso da ALAS", Fev.1977; "O que queremos ?", nº48, 1978 (?), "Movimento Anarquista em Portugal", Jul. 1978; "Kropotkine. O Anarquismos como Ciência", Fev.1983; "Os Novos Místicos ou o Fim do Universo de Job", Agosto 1983; "Os Novos Demónios", Agosto e Setembro 1983; "Anarquismo em Portugal. Dez anos para Ressurgir...", Setembro, Outubro e Novembro de 1983; "A Recusa da Uniformidade e Apelo à Diferença. Proudhon", Nov. 1983; A Complexidade Anárquica. Silva Mendes", Dez.83-Jan. 1984; "Bakunine e a Aristocracia da Inteligência", Fev. 1984; "Anarquismo em Portugal (Notas para um percurso)", Jul.-Agosto, 1984; "Breves Notas para uma antropologia anarquista", data ?; "Notas sobre Antero Quental", Jan.-Fev.1986, Mar.-Abril de 1986, Maio-Junho.1986; "O Anarquismo Hoje", Fev. Mar. Abr.1987;

Artigos publicados na Voz Anarquista: "Cupulas e base. Retrocesso? Ou, um passo emfrente no Capitalismo de Estado ?", Maio/Junho 1976; "A Cooperação entre trabalhadores: A base da luta contra a exploração", nº.15, Julho 1976; "Anarquismo e Revolução Social", nº16, Agosto de 1976; "A Conquista da Liberdade?", nº17, Setembro de 1976; " A Arte e a Sociedade", nº18, Novembro de 1976; "Comunas - Uma Utopia ?", nº19, Janeiro de 1977; "Anarquistas contra o poder", nº20, Fev.Março de 1977; "Filosofia Anarquista", nº22, maio de 1977; "Quem fará a revolução ?", nº24, Agosto de 1977; "E os camponeses?,nº25, Set./Outubro de 1977; "O que Queremos ?", nº27, Dez.1977; "Da Arte do Poder à Arte da Vida", nº28, Jan.Fev.1978; "Quebrar o isolamento", nº39, março 1979;

2) A Batalha desde 1974 teve várias sedes: Rua Angelina Vidal, Av. Alvares Cabral, Av. D.Carlos (- 1984), Rua Marquês de Ponte de Lima.

3) Entre as obras publicadas em Portugal de ditadores, candidatos ou seguidores destacamos três livros:

Estaline, José, Anarquismo ou Socialismo?. Esta pequena obra escrita por Estaline antes da 1917 foi publicada em Lisboa em Novembro de 1974 por um grupo maoista (MRPP). A barbárie que foi cometida na Rússia aparece exposta e defendida com enorme clareza.

Partido dos Trabalhadores da Albânia, O Anarquismo e o Trotkismo, Teorias Contra-Revolucionárias. Documentos do partido Comunista da Albânia. 1975; Bujar Hoxha, O Anarquismo como Teoria e Prática Contra-Revolucionária, Edições Voz do Povo, 1975. A barbérie apresentada como o modelo politico que devia ser seguido em Portugal.

Soares, Pedro, histórico funcionário do PCP, repetindo a argumentação desenvolvida pelo Partido Comunista da União Soviética escreveu - Herdeiros e Continuadores do Anarquismo (1975).

4). A obra de Max Stiner começou a ser publicada em Portugal apenas no século XXI: Textos Dispersos (2003), O Único e a Sua Propriedade (2004) sucedendo-se desde então vários trabalhos: Serrão, Adriana Veríssimo. (2013) “A Pergunta de Feuerbach a Stirner: «Que significa ‘ser um indivíduo’?»”, Philosophica, no41 (abril 2013), pp. 97-108; Senft, Gerhard. (2013) “Max Stirner e a Crítica da Economia Política”, Philosophica, no 41 (abril 2013), pp. 71-84 ;Miranda, José Bragança de. (2004) “Stirner, o passageiro clandestino da história”, posfácio a Max Stirner, O Único e a sua Propriedade. Lisboa: Antígona, pp. 295-339;Falé, Laura Sequeira. (2015) Os Fantasmas em Max Stirner: a falha do Humanismo. Dissertação de Mestrado em Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, sob a orientação do Prof. Alexandre Franco de Sá;Barata-Moura, José. (2013) “Stirner: Da Nadificação ao Momento Ético da Intimidade Proprietária”, Philosophica, no41 (abril 2013), pp. 7-56 ; Rodrigues, Beatriz de Almeida, Crime e fruição: o egoísmo de Max Stirner como discurso de resistência contra a dominação? . Tese. FCSH-UNL.2018

5). Artigos na Voz Anarquista: " A Arte e a Sociedade", nº18, Novembro de 1976 e "Da Arte do Poder à Arte da Vida", nº28, Jan.Fev.1978; N`A Batalha: "Mais além da arte", Set.1983;

6). Freire, João, 1974-1984: Evocação ou Renovação da Ideia Anarquista?, in Colóquio Portugal 1974-1984. Dez Anos de Transformação Social, Revista Crítica de Ciências Sociais, nºs 15,16 , 17. maio 1985.

7) Quintela, Pedro; Guerra, Paula, Culturas de Resistência e médias alternativos: Os fanzines punks portugueses, in Sociologia. Problemas e Práticas, 80, CIES-ISCTE. Lisboa, 2016.

8) Lemos, Paulo Bettencourt - A Importância do Punk em Portugal. O Movimento Punk Nacional e o Caso da Banda Mata-Ratos (1982-2010). Universidade de Coimbra. 2011

9) Madeira, Bruno, Pela Subversão do Quotidiano. "Não foi para morrer que nascemos". O Movimento Ecológico do Porto (1974-1982). Porto. edições Afrontamento. 2020

10) Neste comício, inicialmente previsto para o Pavilhão dos Desportos fizeram-se representar o Comité Intercontinental da CNT no Exílio, representado por Marciano Singuenza, a Federação Anarquista Ibérica, representada por Roberto, a Federação Anarquista Italiana, a Federação Anarquista Internacional por Mazzorchi, e a AIT por Balkanski e Liarte. Para além de elementos da CNT do interior de Espanha, da Frente Libertária de França e da SAC da Suécia (Lars).

11) Franco, António Cândido, "Henry David Thoreau e a Moderna Tradição Libertária", in Revista Anglo-Saxonica

 

1990-2020: Novas Perspectivas - Novas Lutas

1) Freitas, Helena de Sousa, A expressão anarquista nas paredes de Setúbal: o cavalo de batalha de Tróia. Tese CIES.IUL. 2012

2) Colóquio: "Atualidade de Proudhon? No Bicentenário do seu Nascimento", Universidade do Minho, 30/10/2009. Consultar: Gama, Manuel (org. Introdução)- Prodhon. No Bicentenário do seu Nascimento. Braga. Centro de Estudos Lusiadas/Universidade do Minho. 2009. Neste ambito: Rapaz, Virtgilio, Efeméride, Pierre-Joseph Proudhon: bicentenário do seu nascimento (1809-1865)), in Lusíada. Economia & Empresa. Lisboa, nº.10/2010

3) Entrevista com Boaventura Soiusa Santos - O Intelectual de Retaguarda, de Helena Mateus Jerónimo e José Neves, in Análise Social, (XLVII), 2012

4) Ideia defendida em 2002 por John Holloway (1947-?), na sua obra "Mudar o Mundo sem Tomar o Poder".

5) Fukuyama, Francis, O Fim da História e o Último Homem. Lisboa, Gádiva,1992

6) Bibliografia essencial de Francisco Trindade sobre Proudhon: Algunas reflexões sobre a importância de Proudhon na CGT e nas lutas sociais em Portugal, A Batalha, nº122-123, 1989; O antagonismo de classe no seio da Grande Revolução, A Batalha, nº126, Out-Dez, 1989; PROUDHON e o federalismo como sustento da democracia direta, A Batalha, 127, Jan.1990; Reflexões sobre a espontaneidade das massas no processo histórico, A Batalha, 129, Jul-Set.1990; O Capital ou o valor de uma crítica da economia política, A Batalha, 133, Jul-Set. 1991; Proudhon e Eça de Queirós, A Batalha, Julho/Setembro de 1992; Proudhon e o federalismo, A Batalha, Nov-Dez. 1996; Proudhon e o federalismo, Razão, Sup. Cultural, PS de Mesão Frio, jan. 1997; Proudhon: a guerra e a paz ou a lógica da força, in Singularidades, IV, 2° ser.,1997; A atualidade de Proudhon, Utopia, 8, Out-Nov, 1998; O essencial Proudhon, Lisboa, Universitaria Editora, 2000; Proudhon revisitado. Repensar o federalismo, Lisboa: Universitarie Editora, 2001.

7) Rui Tavares, escrevia n´A Batalha (nº. 151, Maio-Junho de 1995) um dos artigos em sustenta esta ligação da Internet ao anarquismo, não porque os anarquistas a tenham criado mas por que as coisas nesse sentido apontaram. Rui Tavares anos depois aderiu ao Bloco de Esquerda, e fundou depois o polémico Partido Livre.

8) Entrevista com Noam Chomsky, A Batalha nº. 149, Janeiro-Fevereiro de 1995

9) Carrapato, Júlio, Resposta Bem-Humorada ao Professor Doutor João Freire. Edições Sotavento. Loulé. 2007

10) Em 1976 foi reconhecido o direito aos emigrantes que residissem na Europa de participarem nas eleiçes legistativas, mas só aos que estivessem recensados nos consulados. Dez anos depois foi a estes reconhecido o direito a participarem nas europeias. Apenas em 1997 foi-lhes dada a possibilidade de participarem nas presidenciais, mas neste caso o voto teria que ser presencial. Em 2009 emigrantes fora da Europa poderam também votar. Nas legistivas deste ano só 28 mil foram às urnas, registando-se uma levada percentagem votos nulos. Dez anos depois, o universo dos potenciais votantes foi alargado para 1.466.754. Foram às urnas 158 mil, registando-se 35,9% votos nulos. O número de emigrantes portugueses em 2019 era superior a quatro milhões.

Carlos Fontes

PDF

(Versão mais atualizada e corrigida)

 

 

Anarquismo (literalmente "sem poder") 

Movimento político que defende uma organização social baseada em consensos e na cooperação de indivíduos livres e autónomos, abolindo entre eles todas as formas de poder. A Anarquia seria assim uma sociedade sem poder, dado que os indivíduos se auto-organizariam de tal forma que garantiriam que cada um teria em todas as circunstâncias a mesma capacidade de decisão. Esta sociedade, objecto de inúmeras configurações, apresenta-se como uma "Utopia" (algo sem tempo ou espaço determinado). É um ideal a atingir. Continuação

Filosofias Anarquistas

Dadas as características do movimento anarquista não deixa de ser impressionante a diversidade de filosofias que tem surgido no campo libertário. Continuação

 

 

 

   

Editorial | lAngola | Brasil | Cabo Verde | Guiné-Bissau  | Moçambique | Portugal | São Tomé e Príncipe | Timor |  | Contactos

 
Para nos contactar: