Jornal da Praceta

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Pequenos Jardins de Alvalade

 

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Os pequenos jardins de bairro são frequentemente os únicos espaços de convívio para muitos dos seus habitantes ou o pretexto para saírem de casa.

 

Com o tempo tornam-se frequentemente na marca identitária desses locais, pelo que observando o seu estado de abandono ou cuidado podemos perceber muito dos sentimentos da ligação dos moradores à zona onde vivem, mas também do respeito que a autarquia tem para com eles.

 

Principais vítimas durante anos da criminosa política camarária que tudo subordinou aos automóveis, nos últimos anos tem conhecido significativas melhorias em alguns bairros de Lisboa, como é o caso de Alvalade.

 

Exemplos de Pequenos Jardins na Freguesia de Alvalade

 

Jardim da Rua Eugénio de Castro. Junho de 2016

1. Rua Eugénio de Castro

Foi em tempos um dos mais belos do bairro de Alvalade, depois entrou numa lenta decadência até à completa ruína. O Jardim já foi recuperado no final de 2015, mas está de novo ameaçado de voltar ao seu triste passado. Mais

2. Av. Estados Unidos da América

Em tempos foi uma das artérias mais cosmopolitas de Lisboa que primava também pelos seus excelentes jardins. A partir dos anos 80, à semelhança do que aconteceu com a maioria dos jardins de muitas outras avenidas e ruas foram votados ao abandono, quer pela CML, quer pelas antigas juntas de freguesia. Mais.

A Av. do Estados Unidos, depois de 2011, tem vindo a sofrer algumas melhorias, nomeadamente na sua limpeza.

Jardins (logradouros situados entre os edifícios nº10 e 48).

Após décadas ao abandono, a Junta de Freguesia de Alvalade, decidiu acabar com o estado deplorável em que se encontravam estes espaços públicos. A conclusão da obra está prevista para 21/03/2017.

Jardins (logradouros) situados entre os edifícios nºs.68, 70 a 72)

Matagal e o lixo era o que não faltava (antiga Freg. S. João de Brito). Depois de 2011 as mudanças tem ocorrido, mas muito lentamente.

Parques infantis 

Os três parques infantis existentes nesta avenida pouco depois da sua inauguração foram de imediato abandonados. A limpeza era muito escassa. Depois de 2011 a grande mudança foi sobretudo na limpeza. 

3. Av. Rio de Janeiro

Á semelhança a Av. Gago Coutinho, Av. Estados Unidos da América ou da Av. da Igreja, o abandono dos espaços ajardinados nesta artéria eram alvo de frequentes reportagens na comunicação social, espalhando a degradação que atingiu todo o Bairro de Alvalade. Mais

Mercado

Os espaços junto ao Mercado de Alvalade Norte durante anos estavam uma imundície. Nos últimos anos, depois de 2011, temos registado algumas melhorias.

4. Av. do Brasil

Bairro do Montepio

É difícil de descrever o estado de ruína dos jardins desta avenida, nomeadamente no chamado bairro do Montepio Geral (ou Bairro das Salchichas).

Os seus canteiros e pequenos jardins foram há muito transformados em parques de estacionamento selvagem, ou mesmo em locais para venda de viaturas. O parque que existe no lado contrário à Av. do Brasil, embora esteja quase sempre vazio, não arrefeceu esta fúria destruidora dos espaços verdes que se apossou de muitos dos seus moradores e frequentadores, perante a indiferença do município.  A limpeza mudou, mas quase tudo continua na mesma (2015). Mais

Cruzamento com a Av. de Roma

Canteiros da Avenida da Igreja. A calçada está ondulada pelos troncos de arvores vivas e outras que já morrem. O desleixo continua. Junho de 2016

5. Av. da Igreja

Os pequenos canteiros ao longo da Av. da Igreja, a cargo da Junta de Freguesia do Campo Grande eram um exemplo da mais completa incúria.  O sistema de rega que foi montado só funcionava quando estava a chover. No verão, quando seria mais necessário quase nunca trabalhava. Mais

Depois de 2011, mudou muito mas pouco.

6. Rua Afonso Lopes Vieira

Foi a primeira Rua do Bairro de Alvalade, a Rua A.

A zona foi concebida segundo o modelo de uma cidade-jardim. Percorrendo-a passados 50 anos sobre a sua construção o panorama é vergonhoso. Onde deviam de estar canteiros ou pequenos jardins em muitos casos o que se encontra é lixo, cimento, desperdício de pedra, etc. Raros são os pontos onde situação não seja deprimente. Depois de 2011 mudou, mas muito pouco. Mais

 

Jardim da Rua General Pimenta de Castro. A área envolvente está abandonada. A população afirma que desde que a Junta de Freguesia deixou de ter ali a sua sede, o local foi abandonado. Junho de 2016.

 

7. Rua General Pimenta de Castro

 

Aspecto do jardim da Rua Fernando Pessoa recentemente remodelado (Foto: Junho de 2016). Pouco depois da obra ser dada por concluída começou a ser vandalizado pelos donos de cães.

8. Rua Fernando Pessoa

Jardim da Rua José Duro protegido por uma cerca metálica. Até quando resistirá à investida dos donos de cães ? Foto: 30/1/2017

9. Rua José Duro

O jardim foi requalificado no inicio de 2017. Foram colocadas cercas metálicas para evitar que os donos dos cães façam aqui uma nova destruição à semelhança do que tem feito por toda a freguesia de Alvalade.

 

 

O pequeno jardim da Rua Frei Amador Arrais está completa escondido por uma bomba de gasolina. Apesar de todas as mutilações que tem sido vítima, continua a resistir. Junho de 2016

10. Rua Frei Amador Arrais

 

Jardim da Rua António Ferreira. Junho de 2016

11. Rua António Ferreira

 

Jardins do Bairro das Estacas: A população tem protestado vezes sem conta contra este choupo. O "algodão" que liberta é em tal forma abundante que cobre uma vasta área. Os especialistas afirma que o mesmo não é alérgico. Junho de 2016

 

12. Bairro das Estacas

O Bairro das Estacas está irreconhecível. A excelente arquitectura que aqui foi edificada foi totalmente abastardada por marquises e construções que desfiguram a traça dos edifícios. Os seus belos jardins seguiram o mesmo caminho: estão uma lástima.

 

Arvoredo na Rua Infante Dom Pedro. Junho de 2016

 

 

Arvoredo e Passeios da Rua Infante Dom Pedro. Junho de 2016.

13. Rua Infante D. Pedro

Durante anos esta rua esteve votada ao mais completo abandono. Depois de 2007, o antigo presidente da Junta de Freguesia (PSD), abriu uma guerra com a nova presidência da CML (PS), e evocando todos os pretextos opôs-se à sua remodelação. Para bem da freguesia a obra avançou e o resultado é francamente melhor do que aquele que existia. A limpeza é miserável(Junho de 2016). A causa da destruição das plantas, segundo vários moradores, deve ser atribuída aos donos dos cães, uma praga está a devastar os jardins da cidade.

 

14. Rua José Lins do Rêgo

 

15. Rua Lagares d`el Rei

 

16. Rua Dom Pedro Cristo

 

 

Continua!.

 

 

Um Panorama (quase sempre) Deprimente

 

Os pequenos de Lisboa foram deixados durante longos anos ao mais completo abandono pelos serviços camarários e ignorados por muitas Juntas de Freguesia. A incúria era total. 

 

A orientação política do município era a de os transformar lentamente em parques de estacionamento ou em terrenos baldios. Nesta voragem nada escapava. 

 

É certo que pontualmente em alguns destes jardins são feitas limpezas e algumas melhorias, mas de imediato

esta preocupação desaparece. Tudo volta ao normal, o mesmo é dizer a um rápido processo de degradação.

 

Como se isto não bastasse, a esta actuação ruinosa da CML junta-se também a falta de civismos de muitos lisboetas: 

 

a) o que resta dos parcos equipamentos públicos, como estátuas, candeeiros, bancos de jardins, parques infantis  é destruído por bandos de delinquentes;

 

b) os espaços devolutos tornaram-se nos locais escolhidos por muitos moradores para depositarem todo o tipo de lixo (entulho de obras, móveis antigos, sacos do lixo doméstico, etc:);

 

c) os espaços ajardinados que ainda restam tornaram-se em locais infectos e perigosos para a saúde público, devido à quantidade de porcaria de cães que neles são diariamente depositados por estes animais, devidamente acompanhados pelos seus inqualificáveis donos;

 

d) se uma ou outra flor desponta, ou um arbusto se torna mais viçoso, logo alguém o vai cortar para enfeitar um qualquer jarra caseira.

 

Face a este panorama, percebe-se porque os pequenos jardins de Lisboa atingiram uma situação que a todos envergonha. 

 

A partir de 2011 começaram a registarem-se alguma melhorias nos pequenos jardins, sobretudo ao nível da limpeza. No entanto a CML deixou de plantar árvores e renovar os arbustos. A ideia parece ser transformar tudo em pequenos relvados que exigem menos trabalho de manutenção.

 
   
 
 

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